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STEPHAN SCHÄFER

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Desinfestação Atóxica

Desinfestação Atóxica Sustentável de Acervos Bibliográficos, Arquivísticos e Museológicos em Atmosfera de Anóxia Controlada com Monitoramento Contínuo


Muitas bibliotecas, arquivos, museus, galerias de arte e outras instituições sofrem de ataques de pragas bibliófagos/xilófagos que causam a degradação e perda dos acervos, o bem principal a ser preservado destas entidades. Frequentemente, estas infestações são causadas por cupins ou brocas coleópteros, pequenos besouros, que em função da espécie atacam o papel e/ou os adesivos utilizados na colagem, como nas lombadas, e se alastram aleatoreamente no acervo. Quando se percebe uma infestação por estes tipos de insetos, o combate eficaz se torna extremamente difícil, por que os métodos e a abordagem tradicional de controle de pragas baseia-se principalmente no emprego de substâncias químicas (inseticidas). O uso destas substâncias deve ser evitado para não correr o risco de contaminação do ser humano, do ambiente e das próprias obras. Além disso, as substâncias químicas quase nunca se mostraram eficazes no controle de brocas e cupins em acervos e, ainda, causam efeitos colaterais indesejáveis. Apesar das restrições ao uso desses produtos, a aplicação de tóxicos em acervos para combater pragas é muito frequente. Isto se deve à pouca divulgação de novas tecnologias. Até hoje existem casos nos quais se executa expurgos com fosfeto de alumínio/magnésio (chamado gás fosfina ou gás Toxin) ou até brometo de metila, gases altamente tóxicos que provocam a oxidação dos materiais tratados e já são proibidos pela legislação brasileira, salvo algumas exceções, como na área agrícola. Ao mesmo tempo, já existem processos de tratamentos sem substâncias tóxicas ou produtos químicos, desenvolvidos especificamente para a desinfestação de acervos bibliográficos e museológicos. Entre todos, a maneira mais indicada hoje é sem dúvida a atmosfera de anóxia. Trata-se de um processo totalmente inócuo para o ser humano e para os objetos, sem efeitos colaterais e residuais que comprovadamente elimina os insetos em todos os estágios (ovos, larvas, pupas e adultos) pela ausência de oxigênio por asfixia e desidratação.

Nova Tecnologia para Tratamentos de Desinfestação em Grande Escala por Atmosfera de Anóxia com Controle e Monitoramento Contínuo.


O processo de anóxia em grande escala é altamente especializado e requer equipamentos de tecnologia customizada e uma estrutra com um envólucro em plástico especial de altíssima barreira com vedação total a gás. No caso do tratamento do acervo da Biblioteca Mario de Andrade foi confeccionada uma bolha com volume de 160 m3 (tamanho da bolha: 7.0 x 9.0 x 2.6 metros) onde cada lote de 1600 caixas com aproximadamente 70mil livros foram seguramente assentadas.

Sensores para monitoramento e controle permanente e contínuo do processo são colocados junto com os materiais no interior da bolha e ligados a um equipamento micropocessado de última geração. Este equipamento controla, monitora e grava constantemente as condições dentro da bolha durante todo o tratamento, o que é um requisito essencial para comprovar a eficácia do processo. Isso por que é tecnicamente muito difícil produzir um envólucro neste tamanho e ainda manter uma concentração de oxigênio extremamente baixa em torno de 0,1%, durante 30 dias, o tempo ideal para eliminar completamente as pragas. Além disso, é necessário controlar rigorosamente o teor de água dos materiais, a umidade relativa e a temperatura dentro da bolha. Ainda se controla a pressão da bolha, que deve ficar sempre inflada (com pressão positiva) pois uma pequena perfuração de um alfinete no envólucro é suficiente para comprometer todo o tratamento e a eficácia do mesmo.

O gás é fornecido por um gerador de nitrogênio, desenvolvido especificamente para ambientes como bibliotecas, arquivos ou museus, pois é totalmente silencioso e sem emissões de vapores, gases orgânicos ou substâncias oleosas. Assim pode se evitar o uso de tanques de alta pressão que contém o gás em forma líquida e precisariam ser trocadas frequentemente, além de trazer diversas outras desvantagens.

Controle Integrado de Pragas.


Como este tipo de tratamento atóxico não proporciona qualquer efeito residual, é fundamental implementar medidas de prevenção de reinfestacao, preferencialmente através de um programa de gestão ou controle integrado de pragas (GIP/CIP), que ao mesmo tempo terá grandes vantagens ao nível da conservação preventiva. Um programa de controle integrado é sempre elaborado especificamente e individualmente para cada instituição em função da estrutura predial, seu entorno, da infra-estrutura, considerando também os recursos humanos e aspectos econômicos. Na maioria dos casos pode-se implementar uma série de medidas simples, porém muito eficazes sem maiores gastos.

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